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A.A. ~ era d'obras #8 ~ [... e as árvores?]








À TÍLIA

Peregrino, senta debaixo da ramagem,

Descansa; eu prometo - sequer o sol selvagem

Aqui pode avançar. Porém os raios justos

Deverão as sombras aquietar nos arbustos.

Aqui sempre sopram brisas frescas do campo,

Rouxinóis e negras aves cantam seu canto.

Abelhas obreiras recolhem mel das flores

Perfumadas para brindar as mesas nobres.

E a todos os homens meu murmúrio sereno

Cobre facilmente de adocicado sono.

Maçãs não carrego, mas sou árvore farta

Das Hespérides no jardim, meu amo exorta.


Jan Kochanowski (1530-1584)

in Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o Futuro

Tradução de Aleksandar Jovanovic